A notícia da morte de um importante membro da família Ferreira, pegou muita gente de surpresa, na manhã desta terça-feira (14), depois que o Bispo Samuel Ferreira usou suas redes sociais, para fazer o comunicado oficial.
O comunicado do bispo trouxe a notícia de que o seu tio, João Ferreira, irmão caçula do seu pai, o bispo primaz da Assembleia de Deus, Manoel Ferreira, havia falecido.
Leia o comunicado:
Nestes últimos dias toda minha família estava orando pelo meu tio João. Era o irmão mais novo do meu pai. Infelizmente sofreu um AVC muito cruel e esta madrugada aprouve a Deus que seus dias aqui terminassem. Dor, tristeza e saudades, sempre sentiremos dele. “ O SENHOR O DEU,O SENHOR TOMOU;BENDITO SEJA O NOME DO SENHOR” Jó 1:21b. Obrigado a todos que nestes últimos dias tem sofrido conosco. Não diremos adeus. Diremos até breve.
Culto da Família na Igreja do Relógio
Duas almas aceitando a Jesus
Ministrando a Palavra: Paulo
MATEUS 6.33
33 Buscai, assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todasessas coisas vos serão acrescentadas.
🤔O que vc entende por família? 🤔Qual a sua visão para a sua família? 🤔Qual a visão de Deus para família? 🤔O que Deus tem haver com família?
A nossa visão depende da visão que Deus tem da família. E ter essa visão, nos leva a leitura diária da Palavra, para que possamos entender os seus planos. Ao entender o que Deus quer, nos faz entender que precisamos ser submissos a Deus em todo tempo.
A visão de Deus mais a nossa visão, resulta em benção de Deus sobre a nossa vida. Se invertemos a ordem, colocando a nossa visão em primeiro lugar, nos trará maldição. Por melhor que seja a visão humana não é suficientemente boa para a nossa família, mesmo que a sociedade aprove e considere.
Ter a visão de Deus para a nossa família, faz a diferença nesse mundo. Somos luz nesse mundo em trevas.
O segredo de ter a visão de Deus, vem da dependência de Deus, de buscá-lo em primeiro lugar.
Em 1 Samuel 16.7
Mas o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque eu o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.
Essa passagem nos alerta que a visão de Deus é melhor que a nossa. O profeta Samuel ao ungir o novo rei, quiz ungir Eliabe, mas Deus vê além da aparência humana. Em obediência o profeta unge o menor dos irmãos. A visão de Deus é ampla, pois Ele conhece o coração de cada indivíduo.
A total dependência de Deus nos levará ao céu, juntamente com nossa família.
Pra você que quer mais conhecimento sobre nosso Deus, já estão abertas as inscrições para a semana Teológica do nosso Curso Superior em Teologia. Vagas Limitadas. Não perca tempo. "Crescei na Graça e no Conhecimento ".
01 de julho de 2018, a partir das 08h30min, na Igreja do Relógio de Itaperuna -
Texto Áureo -
“Disse-me mais, Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus”. Êx 3.6 Foco na lição
Verdade Aplicada
O maior legado de um pai para seu filho sempre será ensinar acerca do verdadeiro Deus.
Glossário
Escassez: Falta ou carência de algo;
Intento: Intenção, propósito; Pragmático: Que tem como foco o bom êxito da ação; eficiente, objetivo, prática.
Textos de Referência.
Hebreus 11.8-9, 17-18
8. Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
9. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.
17. Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.
18. Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar;
Introdução
A história de Israel tem como marca o chamado de Deus aos patriarcas, pois, através das suas significativas experiências na vivência com o Senhor, eles contribuíram para o alicerce da fé do Antigo Testamento.
1. A chamada de Abraão
O que marcou a história de Abraão foi sua fé e disposição em atender ao chamado divino (Hb 11.8). Por mais que habitasse em uma terra de idolatria, os seus ouvidos atentaram para a revelação de Deus.
1.1. A renúncia de Abraão
Quando Deus aparece a Abraão e lhe faz promessas (Gn 12), exige que ele sai da sua terra, parentela e da casa do pai para uma terra ainda não revelada. A ordem consistia em abandonar tudo que lhe era importante em troca do desconhecido. As expressões "terra", "parentela" e "casa" (Gn 12.1) Enfatizam que Deus queria que Abraão abrisse mão de sua estabilidade. Ele morava numa região rica, bem desenvolvida e, certamente, permanecendo na casa do pai, ele teria direito às bênçãos. No entanto, a partir daquele momento, sua estabilidade, descendência e conforto seriam resultado de sua fé e obediência ao Deus Todo-Poderoso.
1.2. Homem de uma fé extraordinária Desde a chamada de Abraão, é notório o quanto a fé movia a sua vida e as suas decisões. Uma das maiores provas de fé desse grande patriarca foi quando Deus exigiu que imolasse seu filho Isaque (Gn 22). Esse teste de fé foi válido, pois revelou a sua total confiança em Deus, como bem relatou o escritor aos Hebreus ao dizer que Abraão considerou que Deus era poderoso para até dos mortos ressuscitar seu filho Isaque (Hb 11.18). A expressão "considerou" trás a ideia de calcular pelo pensamento e chegar a uma conclusão, ou seja, Abraão tinha plena convicção que Deus cumpriria a promessa e que, se fosse necessário, ressuscitaria Isaque.
1.3. O caráter de Abraão Mesmo diante de eventuais falhas e de alguns deslizes em sua vida, Abraão é reconhecido como um dos maiores lideres espirituais, por ser exemplo de uma fé inabalável. Este patriarca é lebrado no Novo Testamento por Tiago como amigo de Deus (Tg 2.23) e por Paulo, ao citar que através dele todas as famílias da terra seriam benditas (Gl 3.8). Interessante notar que Deus testemunhou que Abraão seria instrumento para abençoar primeiramente sua própria família, por intermédio do ensino (Gn 18.19). Deus escolheu Abraão por conhecer seu caráter, pois através dele viria o povo eleito. Uma das marcas desse homem é o seu caráter, que é a impressão digital da alma.
2. Isaque: cumprimento de uma promessa
Isaque foi o resultado da grande promessa feita por Deus a Abraão; o fio que manteria viva a esperança de surgir uma grande nação. Sua história nos mostra que não existe impossível para Deus e nos ensina que precisamos confiar inteiramente nEle e esperar Seu tempo.
2.1. A revelação de Deus a Isaque
Deus se revelou a Isaque de maneira gradativa e em três situações distintas. A primeira vez foi como o Deus do pacto ao ser circuncidado. A segunda foi como Deus da providência, no momento de dificuldade. E a terceira, como o Deus do pai, quando Abraão, seu pai, estava morto (Gn 21.4; 22.8, 12-13; 26.24). Nós, pais, somos responsáveis em passar para os nossos filhos o conhecimento do verdadeiro Deus, o maior legado que podemos deixar para os nossos filhos. Infelizmente, em muitos lares, os pais tem negligenciado a responsabilidade de criar um ambiente propício para a revelação do verdadeiro Deus na vida dos filhos. Que Deus nos ajude a criar nossos filhos na doutrina e admoestação do Senhor.
2.2. Vencendo as dificuldades
Antes da morte, Abraão entregou a Isaque tudo quanto tinha, fazendo-o, desse modo, o herdeiro da promessa. A partir disso, Isaque passa a desenvolver a sua fé com o verdadeiro Deus e a experimentar as dificuldades junto com a esposa Rebeca. Segundo o relato bíblico, Isaque perde os pais (Gn 23.2; 25.8), enfrenta a esterilidade da esposa (Gn 25.20-21) e a escassez de alimentos (Gn 26.1). Diante dos problemas enfrentados, o patriarca orou incessantemente ao Senhor e, segundo o relato bíblico, por 20 anos (Gn 25.20-21, 26) até a oração ser respondida. A Bíblia diz que Deus ouviu as suas orações e atendeu o seu pedido.
2.3. Isaque e o seu legado
O texto de Hebreus coloca Isaque na galeria dos heróis da fé; considerado como o elo entre seu pai Abraão (o pai da fé) e seu filho Jacó ( aquele que luta com Deus). O texto de Hebreus também nos diz que "pela fé, Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coias futuras"(Hb 11.20). A bênção do patriarca era sagrada e almejada pelos filhos, pois o patriarca invocava a Deus e tudo aquilo que era proferido tinha um poderoso efeito sobre as gerações futuras. Isaque entendeu o que é viver com Deus e desenvolveu uma fé inabalável, sempre confiando na soberania divina.
3. Jacó, transformado em Israel de Deus
A história de Jacó mostra um Deus que age e atua na história. A vida desse patriarca nos deixa uma importante lição: Deus é poderoso para escrever uma história diferente a nosso respeito.
3.1. Uma vida de enganos
Infelizmente em várias etapas de sua vida, Jacó usou de astúcia para conseguir o que queria. Ele era um homem pacífico, que amava a vida do lar, se preocupava com questões espirituais e entendia o valor da primogenitura, porém era pragmático. Por conhecer a história e as promessas que Deus fizera aos seus ancestrais, começou a tramar ardilosamente, tentando colaborar com Deus em seus intentos. Isto é perceptível em Gênesis 25. 29-34, quando compra o direito de primogenitura de seu irmão Esaú, e quando se passa por seu irmão para ser abençoado pelo seu pai (Gn 27).
3.2. Resolvendo as pendências do passado
Em sua rota de fuga para Padã-Arã, Jacó tem um sonho onde Deus lhe assegura a aliança de Abraão, além de proteção pessoal e bênção (Gn 28.10-22). Embora Jacó tivesse preservado a sua vida ao fugir, as consequências foram terríveis, pois nunca mais veria a sua mãe, foi enganado por seu tio Labão e o medo de seu irmão o assombrava. Após vários anos na casa de Labão, Deus ordena que Jacó retorne à terra de seus pais (Gn 31.3).Este retorno incluía encontrar com seu irmão Esaú, que vinha ao seu encontro com 400 homens. Quando Deus ordenar algo, faça com fé sem temer o futuro, pois Ele prepara os caminhos. Gênesis 33.4 nos afirma: "Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram".
3.3. Uma experiência marcante
Um dos momentos marcantes da história de Jacó foi "Vau de Jaboque", pois revela seu crescimento espiritual. Em Gênesis 32.22-32, encontramos Jacó travando uma luta com o anjo, que, teologicamente falando, foi uma teofania (o ato de Deus aparecer aos homens). Diante deste episódio, Jacó viu que poderia perseverar e vencer sem trapacear. Jacó saiu marcado deste encontro; fisicamente passou a mancar; e espiritualmente nunca mais foi o mesmo. Aqui seu nome muda de "Jacó" para "Israel", passando a ser agora "Príncipe de Deus". Em nosso desenvolvimento espiritual, muitas vezes carregaremos marcas profundas, simbolizando a transformação do nosso caráter. Conclusão.
Em Abraão aprendemos sobre um Deus que escolhe e capacita pessoas. Em Isaque percebemos um Deus que se revela nos momentos de necessidade. Na vida é perceptível a vontade de Deus em transformar o homem. Através desses três personagens, Deus começa a linda história da nação de Israel.
Questionário.
1. Qual foi um dos momentos mais marcantes da história de Abraão?
2. Qual foi uma das maiores provas de fé de Abraão?
3. Como Abraão é lembrado no Novo Testamento por Tiago?
4. O que Deus assegurou a Jacó em sonho?
5. O Vau de Jaboque revela sobre Jacó?
AD Madureira Itaperuna - Igreja do Relógio, Avenida Cardoso Moreira 1008, Centro de Itaperuna RJ.
Em 14 de maio de 2018, o Estado de Israel comemorou 70 anos de criação. Mas a história desse povo possui milhares de anos. O que se passou até esse momento?
Neste livro, o autor mostra, de maneira concisa, como surgiu o povo judeu, seu relacionamento com Deus, sua trajetória no passado e seu importante papel no futuro, abordando também os pontos que fazem, nos dias de hoje, essa nação influenciar o mundo inteiro, seja na cultura, na política e na religião.
De leitura fácil e rápida, essa obra é uma ótima oportunidade para o leitor ficar por dentro da bela e inspiradora história desta nação escolhida por Deus.
César Pereira Roza de Melo
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Avenida Cardoso Moreira, 1008, Itaperuna-RJ
Neste trimestre, considerando o septuagésimo aniversário do estabelecimento de Israel como Estado, estudaremos a história da nação de Israel, desde a chamada de Abraão, passando pelos patriarcas, a escravidão no Egito, a chamada de Moisés para libertar o povo de Deus, a entrega da Lei no Sinai, a entrada na Terra Prometida, os períodos dos juízes e reis, o cativeiro babilônico, o retorno dos judeus para a terra de Judá, o período interbíblico, a vinda do Messias e os eventos escatológicos.
Trata-se de uma excelente oportunidade para cada aluno da Escola Bíblica Dominical se familiarizar com uma visão panorâmica da história e do processo do grande plano redentor de Deus para a humanidade, que passa por Israel.
Não podemos ignorar este assunto, pois o próprio Jesus Cristo disse que “a salvação vem dos judeus” (Jo 4.22) e o apóstolo Paulo reconheceu, no que se refere aos judeus, que “primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas” (Rm 3.2). Que o Espírito Santo nos conduza em tão enriquecedor estudo.
Lição 1 - O Testemunho dos Patriarcas
Lição 2 - A Escravidão dos Hebreus no Egito
Lição 3 - Moisés, um Líder Excelente
Lição 4 - As Dez Pragas: a Justiça de Deus no Egito
Lição 5 - Páscoa: a Libertação de um povo
Lição 6 - O Deserto: Uma Escola Divina
Lição 7 - O Decálogo: A Aliança no Sinai
Lição 8 - Conquistando a Terra Prometida
Lição 9 - Juízes: Os Altos e Baixos da Nação de Israel
Lição 10 - A Monarquia em Israel
Lição 11 - O Cativeiro Babilônico
Lição 12 - A volta do Exílio e a Preservação do Povo de Israel
Lição 13 - O Messias: O Legado de Israel
Lição 14 - Israel e a Escatologia Bíblica
Venha estudar a Palavra de Deus conosco!
Todos os domingos a partir das 08h30min, na Igreja do Relógio de Itaperuna.
Avenida Cardoso Moreira 1008, Centro de Itaperuna RJ.
27 de maio de 2018, a partir das 08h30min, na Igreja do Relógio de Itaperuna -
Texto Áureo -
“Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora como no dia da
eternidade. Amém”. 2 Pedro 3.18
Verdade Aplicada
O novo nascimento é o início do processo de crescimento espiritual, que deve ser contínuo e progressivo.
Glossário
Hipófise: Glândula endócrina, cujas perturbações de desenvolvimento ou funcionamento resultam em alterações no crescimento;
Indolente: Apático; descuidado;
Metáfora: Figura de linguagem que produz sentidos figurados por meio de comparações implícitas.
Textos de Referência.
1 Pedro 1.23-25; 2.1-2
23 Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da
incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre.
24 Porque: Toda carne é como erva, e toda a glória do homem, como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor;
25 Mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.
1 Deixando, pois, toda malícia, e todo engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações,
2 Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite
racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo,
Hinos sugeridos.
69, 299, 519
Motivo de Oração
Ore, para que os jovens cresçam com Cristo em meio à oposição da sociedade em que vivem.
Introdução
É certo que o ambiente e as circunstâncias influenciam, porém as
atitudes e escolhas do discípulo de Cristo podem determinar o seu
crescimento espiritual. Nesta lição, veremos que é essencial o
crescimento espiritual do povo de Deus.
1. O que se espera do nascido de novo?
Os especialistas afirmam que o desenvolvimento do corpo está ligado à
uma vida saudável. A glândula hipófise, localizada na base do crânio,
produz o GH, que se refere ao hormônio do crescimento. Alguns fatores
muito contribuem no processo de crescimento, entre outros: sono,
alimentação, exercícios físicos.
1.1. Jesus Cristo experimentou o crescimento.
Ao se fazer carne (Jo 1.14), o próprio Senhor Jesus passou pelo processo
de crescimento (Lc 2.40, 52). Ele não nasceu adulto. Somente iniciou
Seu ministério na terra com cerca de trinta anos de idade (Lc 3.23). Do
mesmo modo, o discípulo de Cristo inicia a nova vida com o novo
nascimento (1Pe 1.23). Antes estávamos mortos em nossos pecados, ou
seja, separados de Deus, mas Ele nos vivificou pelo poder da Sua Palavra
e pela ação do Seu Espírito DM nós. Assim, nascemos de novo (Jo 3.5; Ef
2.1, 5; Tt 3.5). Porém, também é certo que, no aspecto espiritual da
vida, quando alguém nasce de novo, não nasce adulto, crescido e
amadurecido na fé e no conhecimento.
1.2. Metáforas que indicam crescimento.
Encontramos na Bíblia que aquele que vive em comunhão com Deus é
comparado a uma planta, ou árvore, ou ramo (Sl 1.3; 92.12-13; Jr 17.7-8;
Jo 15.1-8). A mensagem apontando para o crescimento também é encontrada
em Efésios 2.21, expressando a ideia de construção com o sentido
espiritual de “edificação”. A Palavra de Deus também nos compara a
“pedras vivas” (1Pe 2.5). O Senhor Jesus é a pedra principal, o firme
fundamento (Ef 2.20). É nEle que somos edificados e crescemos. Já em
Efésios 4.15-16 encontramos a ideia do discípulo de Cristo como membro
do Corpo de Cristo, no processo de crescimento orgânico. Cada membro do
Corpo de cristo, a Igreja, crescendo, “faz o aumento do corpo, para sua
edificação em amor” (Ef 4.16).
1.3. A necessidade do crescimento.
O novo nascimento, os vários outros aspectos da salvação (libertação,
adoção, justificação, perdão, entre outros), o recebimento do Espírito
Santo, o batismo em águas e a participação na Ceia do Senhor podem dar a
impressão de que já estamos prontos e completos, porém, se estivermos
atentos às Sagradas Escrituras, veremos que ainda precisamos aprender
muito.
2. O processo do crescimento espiritual.
Quanto ao desenvolvimento do corpo físico, vários fatores influenciam
para o adequado crescimento. Ocorre o mesmo com o processo de
crescimento do discípulo de Cristo no aspecto espiritual. Importante
lembrar que não se trata de algo opcional, mas uma determinação divina,
como se encontra em 1 Pedro 2.2 e 2 Pedro 3.18.
2.1. A participação humana.
Precisamos obedecer, desejar e buscar, pois no processo do crescimento
espiritual existe a participação humana, como veremos no presente
tópico. Estejamos certos de que a participação humana nunca será
dissociada da ação divina por intermédio da Palavra e do Espírito Santo.
Logo, de acordo com o ensino do apóstolo Paulo expresso em Colossenses
1.6, o crescimento espiritual ocorre a partir do Evangelho, ou seja, “a
graça de Deus em verdade”. Quando o discípulo de Jesus é movido pelo
Evangelho, há crescimento no conhecimento de Deus (Cl 1.10) e na graça
(2Pe 3.18).
2.2. A Palavra de Deus gera crescimento.
Pedro escreve que o discípulo de Cristo deve “desejar afetuosamente” a
Palavra de Deus (1Pe 2.2). A versão NTLH diz: “como criancinhas
recém-nascidas”. Ou seja, faz menção ao novo nascimento descrito em 1
Pedro 1.23. Assim como o Bebê depende de leite puro (não misturado com
nenhuma outra substância) para a nutrição, o discípulo de Jesus depende
do “leite racional”, ou seja, “o leite não adulterado da palavra” (BJ),
mencionado em 1 Pedro 1.25. Desejar denota interesse, busca e esforço.
Portanto, por intermédio do alimento da Palavra é que há crescimento.
2.3. Crescimento processo contínuo.
Na dinâmica do crescimento espiritual há a participação de Deus e do
discípulo de Cristo. É um processo contínuo. H. Schlier, teólogo alemão,
em seu comentário sobre a carta aos Efésios, sobre a expressão grega
“auxein” (uma das derivações da expressão mencionada no tópico anterior,
usada em vários textos no Novo Testamento, traduzida como
“crescimento”), comentou o seguinte: “O crescimento da igreja na
santidade pessoal em Cristo é um processo contínuo...tempo presente de
auxein (“cresce” – Ef 2.21) torna claro este fato... “crescer” é o modo
de ser igreja”.
3. A importância do crescimento.
Há a tendência em muitos de justificar o não crescimento espiritual
usando as circunstâncias contrárias como causa. Contudo, ao observarmos o
contexto histórico dos primeiros destinatários das epístolas do
apóstolo Pedro, verificamos que as circunstâncias eram bastante
desafiadoras: perseguição, tribulações, sofrimento, falsos mestres,
entre outros. Porém, ambas as epístolas fazem um chamado ao crescimento
espiritual (1Pe 2.2; 2Pe 3.18).
3.1. Crescer enquanto caminha.
Com o crescimento, aprendemos que há uma ação pedagógica no sofrimento e
nas adversidades, visando o nosso amadurecimento (1Pe 5.9-10; Hb 12.5,
10). O apóstolo Pedro identifica os discípulos de cristo como
“peregrinos e forasteiros” (1Pe 2.11) e que a vinda do Senhor se
aproxima (2Pe 3.9). Estamos aqui só de passagem, como peregrinos neste
mundo. Portanto, ainda não chegamos ao destino. Não podemos parar. É
perigoso.
3.2. Os perigos do não crescimento.
São muitos os “ventos de doutrina” e os modismos teológicos que têm
causado grandes prejuízos na vida dos que “se estavam afastando dos que
andam em erro” (2Pe 2.18). Paulo, em 1 Coríntios 3.1, lembra o início da
instrução aos discípulos naquela cidade. É evidente que aquele que
acaba de passar pela experiência do novo nascimento é como um “menino em
Cristo”; ainda não está amadurecido. A alimentação pela Palavra era
adaptada à capacidade dos alunos. Por isso era baseada no leite. A
dificuldade é que os discípulos de Corinto ainda não podiam receber o
alimento mais sólido (1Co 3.2).
3.3. Não sejamos negligentes.
O fator tempo (no que se refere ao início do novo nascimento até um
determinado momento), como em 1 Coríntios, também é mencionado na
epístola aos Hebreus. O escritor aos hebreus menciona que alguns
discípulos de Cristo “pelo tempo” (de conversão, de nascido de novo) já
deveriam estar ensinado outros, ajudando os novos convertidos, porém
ainda estavam necessitando que alguém lhes ensinasse as doutrinas
básicas (Hb 5.12). No lugar de alimento sólido, ainda precisavam de
leite (Hb 5.12-14). Mas, no versículo 11 de Hebreus 5, o escritor
identifica o problema como resultado de negligência “para ouvir”, por
parte daqueles discípulos de Cristo. Ou seja, eram indolentes,
preguiçosos e lentos. Não queriam se esforçar para aprender.
Conclusão.
Precisamos diariamente ir abandonando as práticas da velha maneira de
viver a fim de que o nosso desenvolvimento não seja impedido (Ef 4.13).
Como no tempo da Igreja Primitiva, as circunstâncias contrárias não
impedem o crescimento para salvação (1Pe 2.2).
Questionário.
1. Como o discípulo de Cristo inicia a nova vida?
2. O que Paulo ensina em Colossenses 1.6?
3. O que o discípulo de cristo deve “desejar afetuosamente”?
4. Qual chamado as epístolas de Pedro fazem?
5. Como o apóstolo Pedro identifica os discípulos de Cristo?
AD Madureira Itaperuna - Igreja do Relógio, Avenida Cardoso Moreira 1008, Centro de Itaperuna RJ.
06 de maio de 2018, a partir das 08h30min, na Igreja do Relógio de Itaperuna -
Texto Áureo -
“Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia, e Samaria
tinham paz e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do
Senhor e na consolação do Espírito Santo”. Atos 9.31
Verdade Aplicada
O temor a Deus deve ser acompanhado da procura em conhecer a Sua vontade e da prática da mesma.
Glossário
Conciliar: Estar em acordo, harmonia;
Retraimento: Recuar; ausentar-se;
Sincretismo: Fusão de diferentes religiões, doutrinas e cultos, cujos elementos permanecem com interpretações próprias.
Textos de Referência.
Salmos 86.11; 128.1; Ec 12.13; 2Co 7.1; 2Pe 2.17
Salmos 86.11
11 Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome.
Sl 128.1
1 Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos.
Ec 12.13
13 De tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem.
2Co 7.1
1 Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda
imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor
de Deus.
2Pe 2.17
17 Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai o rei.
Hinos sugeridos.
397, 432, 434
Introdução
Num tempo de banalização do Evangelho e desrespeito, reflitamos à luz da
Palavra de Deus sobre este tema tão presente nas Escrituras, porém,
muitas vezes compreendido de forma distorcida e equivocada.
1. Temer a Deus: significados e valor.
O que significa temer a Deus? Como conciliar os textos bíblicos que
enfatizam a necessidade de a pessoa temer a Deus e o que está exposto em
1João 4.18: “a perfeita caridade lança fora o temor”? Porém, a Palavra
de Deus não se contradiz.
1.1. Os significados e diversos sentidos da palavra temor.
Considerando a existência de diversos temas derivados, tanto a partir de
palavras no hebraico como no grego, encontrados na Palavra de Deus, é
importante estarmos atentos ao contexto no qual se encontram as palavras
traduzidas por “temor” ou “temer”. Alguns sentidos de expressões
hebraicas, como yãre ou môrã: “ter medo; ter grande temor; ter grande
respeito por; medo”. Exemplos do termo usado como “medo” (Gn 32.11; Dt
2.25; Jn 1.10). assim como também há exemplos no Novo Testamento do uso
da palavra “temor” no sentido de “medo” (gr. deilia ou phobeo),
“covardia ou timidez” (2Tm 1.7) ou “mostrar medo reverente de homens”
(Mc 6.20).
1.2. Temer a Deus.
Diferentemente de todo o restante da criação, o ser humano foi criado à
imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26-27). O Criador o visitava, falava
com ele e ambos tinham amizade e comunhão (Gn 1.28; 2.8, 15, 18-20;
3.8). Contudo, a primeira vez que aparece a expressão “temor; medo” na
Bíblia é justamente como resultado do pecado e conduz a um medroso
retraimento diante de Deus: “Ouvi...temi...escondi-me” (Gn 3.10). Quando
se esta em comunhão com Deus, não há medo. O temor que o discípulo de
Cristo deve ter em relação a Deus não deve afastá-lo dEle e nem o fazer
viver em um constante estado de terror, mas servir de motivação para que
produza um viver de acordo com a vontade de Deus.
1.3. A importância de enfatizar este tema.
Vivemos dias desafiadores. A irreverência e o desrespeito têm sido
marcas do nosso tempo. Os extremos sempre são perigosos. Muitos dizem
que no passado as pessoas tinham “medo” de Deus, por causa dos
ensinamentos que receberam e a ênfase quanto ao juízo final e inferno.
Contudo, hoje vemos pessoas que tratam Deus como se fosse “um igual”,
chamando-O de “cara legal” ou o “lá de cima”. Não podemos confundir o
silêncio, a misericórdia e a longanimidade de Deus com igualdade com o
homem (Sl 50.21).
2. Os diversos tipos de temor a Deus.
Encontramos na palavra de Deus diversos textos que registram pessoas
que, diante de uma manifestação sobrenatural, demonstraram temer a Deus
(Êx 9.20; Jn 1.16; Dn 6.26). Contudo, não é suficiente apenas temer a
Deus sem considerar outros princípios bíblicos quanto ao nosso
relacionamento com Ele.
2.1. Temor interesseiro.
Após o Reino do Norte ser levado cativo pela Assíria, Salmaneser (Rei da
Assíria) levou muitos estrangeiros para “habitar nas cidades de
Samaria, em lugar dos filhos de Israel” (2Rs 17.6, 23-41). Porém eram
pessoas que não temiam ao Senhor e “mandou o Senhor entre eles leões,
que mataram a alguns deles”. Era comum a crença, entre os pagãos, em
“deuses territoriais”. Assim, aquele povo que passou a habitar em
Samaria procurou conhecer “o costume” religioso de adoração (2Rs
17.32-34). Ou seja, temiam a Deus quanto à adoração, mas não O temiam
para obedecer aos Seus estatutos e mandamentos.
2.2. Temor utilitário.
Aqueles estrangeiros estavam considerando o temor a Deus como um
“amuleto de sorte”. A sociedade brasileira tem sido caracterizada pelo
sincretismo religioso e pela superstição, assim como os estrangeiros de
Samaria. Quando o assunto é questões religiosas ou espirituais, o que
vale é o que dá resultado. Como se o pensamento fosse: “o importante é
estar bem com todas as forças espirituais”. Os atenienses chegaram ao
ponto de erguer um altar com a inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO (At
17.22-23). Como muitos hoje, tinham um conhecimento com respeito à
adoração bastante limitado e distorcido.
2.3. Temor como princípio do saber.
Aprendemos com a Palavra de Deus que não basta sentir medo, respeitar,
reconhecer o poder do Senhor e a Sua grandeza. O “temor do Senhor” é o
princípio, o começo da sabedoria é o conhecimento (Sl 111.10; Pv 1.7).
Não a sabedoria humana e terrena, mas a sabedoria suprema, que é temer e
reverenciar a Deus de maneira apropriada (Jó 28.28; Pv 8.13). É o temor
que conduz à obediência ao Senhor, a um viver piedoso e correto (Jr
32.40), e que conduz a desviar-se do mal (Pv 16.6). É um temor que
produz na pessoa o desejo humilde em aprender mais do Senhor (Pv 15.33).
3. Temor a Deus e atitudes.
É relevante refletir sobre a importância do temor a Deus ser seguido de
atitudes coerentes, como encontramos em diversos textos bíblicos, quando
o temor a Deus é associado a ações segundo a vontade de Deus, isto é,
que agradam a Deus. É o que constataremos neste último tópico.
3.1. Um temor que move à ação.
O patriarca Abraão, quando ia oferecer seu filho Isaque em holocausto
por mandado do Senhor, antes de imolá-lo, ouviu Deus lhe falar: “agora
sei que temes a Deus” (Gn 22.12). As parteiras no Egito, movidas pelo
temor a Deus (Êx 1.17, 20-21), não fizeram conforme a ordem de Faraó e
“conservaram os meninos com vida”. O sogro de Moisés, ao lhe sugerir que
buscasse homens para ajudá-lo na tarefa de atender ao povo, lhe diz que
deviam ser homens não apenas capazes, mas “tementes a Deus” (Êx 18.21),
pois, assim, aborreciam a avareza.
3.2. Um temor que conduz a um relacionamento.
Não se trata do temor que nos faz se esconder de Deus como Adão e nem
aquele demonstrado pelos estrangeiros em Samaria (interesseiro e
utilitário), mas o temor que norteia nossa vida nas questões espirituais
e morais. Não o medo aterrorizante e paralisador, mas que nos move a um
relacionamento saudável com Deus (Rm 8.5), influenciando nossas
atitudes e conduzindo-nos à plena confiança em Deus (Sl 115.11).
Justamente por termos um relacionamento com Deus como Nosso Pai, devemos
temê-Lo (1Pe 1.17), durante o tempo da nossa caminhada nesta terra como
discípulos de Cristo.
3.3. Cornélio, homem temente a Deus.
Acredita-se que Cornélio, o oficial romano, tinha algum conhecimento das
Escrituras, conhecia o Deus de Israel e, assim, orava, jejuava, fazia
esmolas, tinha bom testemunho dos judeus e era “temente a Deus” (At
10.1-2, 22). O próprio apóstolo Pedro disse que Deus se agrada daquele
que, em qualquer nação, O teme (At 10.35). Ele temia, contudo ainda não
era salvo (At 11.14). No entanto, Cornélio demonstrou a sinceridade de
seu temor a Deus ao se submeter á Palavra de Deus anunciada por Pedro
(At 10.33). Temor que resultou em ação, pois proporcionou oportunidade
para crer em Jesus Cristo.
Conclusão.
Precisamos, com urgência, reafirmar a doutrina do temor a Deus, pois
como vimos, faz a diferença no viver do discípulo de Cristo em sua
jornada na terra. Conforme o exposto na Bíblia, o temor a Deus conduz a
relacionamento, comprometimento e obediência a Deus (Sl 128.1).
Questionário.
1. Qual texto bíblico registra pela primeira vez a expressão “temor; medo”?
R: Gênesis 3.10.
2. O que os habitantes de Samaria procuraram conhecer?
R: O costume religioso de adoração (2Rs 17.32-34).
3. O que estava escrito no altar erguido pelos atenienses?
R: AO DEUS DESCONHECIDO (At 17.22-23).
4. O que as parteiras no Egito, movidas pelo temor a Deus, fizeram?
R: Conservaram os meninos com vida (Êx 1.17, 20-21).
5. O que o temor de Cornélio lhe proporcionou?
R: Oportunidade para crer em Jesus Cristo (At 10.33).
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