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terça-feira, julho 10, 2018

sexta-feira, junho 29, 2018

Escola Bíblica Dominical - O Testemunho dos Patriarcas

01 de julho de 2018, a partir das 08h30min, na Igreja do Relógio de Itaperuna -



Texto Áureo - 
“Disse-me mais, Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus”. Êx 3.6

Foco na lição


Verdade Aplicada
O maior legado de um pai para seu filho sempre será ensinar acerca do verdadeiro Deus.

Glossário
Escassez: Falta ou carência de algo;
Intento: Intenção, propósito;
Pragmático: Que tem como foco o bom êxito da ação; eficiente, objetivo, prática.
Textos de Referência.

Hebreus 11.8-9, 17-18
8. Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
9. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.
17. Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.
18. Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar;

Introdução
A história de Israel tem como marca o chamado de Deus aos patriarcas, pois, através das suas significativas experiências na vivência com o Senhor, eles contribuíram para o alicerce da fé do Antigo Testamento.

1. A chamada de Abraão 
O que marcou a história de Abraão foi sua fé e disposição em atender ao chamado divino (Hb 11.8). Por mais que habitasse em uma terra de idolatria, os seus ouvidos atentaram para a revelação de Deus.

1.1. A renúncia de Abraão
Quando Deus aparece a Abraão e lhe faz promessas (Gn 12), exige que ele sai da sua terra, parentela e da casa do pai para uma terra ainda não revelada. A ordem consistia em abandonar tudo que lhe era importante em troca do desconhecido. As expressões "terra", "parentela" e "casa" (Gn 12.1) Enfatizam que Deus queria que Abraão abrisse mão de sua estabilidade. Ele morava numa região rica, bem desenvolvida e, certamente, permanecendo na casa do pai, ele teria direito às bênçãos. No entanto, a partir daquele momento, sua estabilidade, descendência e conforto seriam resultado de sua fé e obediência ao Deus Todo-Poderoso.
1.2. Homem de uma fé extraordinária
Desde a chamada de Abraão, é notório o quanto a fé movia a sua vida e as suas decisões. Uma das maiores provas de fé desse grande patriarca foi quando Deus exigiu que imolasse seu filho Isaque (Gn 22). Esse teste de fé foi válido, pois revelou a sua total confiança em Deus, como bem relatou o escritor aos Hebreus ao dizer que Abraão considerou que Deus era poderoso para até dos mortos ressuscitar seu filho Isaque (Hb 11.18). A expressão "considerou" trás a ideia de calcular pelo pensamento e chegar a uma conclusão, ou seja, Abraão tinha plena convicção que Deus cumpriria a promessa e que, se fosse necessário, ressuscitaria Isaque.
1.3. O caráter de Abraão
Mesmo diante de eventuais falhas e de alguns deslizes em sua vida, Abraão é reconhecido como um dos maiores lideres espirituais, por ser exemplo de uma fé inabalável. Este patriarca é lebrado no Novo Testamento por Tiago como amigo de Deus (Tg 2.23) e por Paulo, ao citar que através dele todas as famílias da terra seriam benditas (Gl 3.8). Interessante notar que Deus testemunhou que Abraão seria instrumento para abençoar primeiramente sua própria família, por intermédio do ensino (Gn 18.19). Deus escolheu Abraão por conhecer seu caráter, pois através dele viria o povo eleito. Uma das marcas desse homem é o seu caráter, que é a impressão digital da alma.  

2. Isaque: cumprimento de uma promessa
Isaque foi o resultado da grande promessa feita por Deus a Abraão; o fio que manteria viva a esperança de surgir uma grande nação. Sua história nos mostra que não existe impossível para Deus e nos ensina que precisamos confiar inteiramente nEle e esperar Seu tempo.

2.1. A revelação de Deus a Isaque
Deus se revelou a Isaque de maneira gradativa e em três situações distintas. A primeira vez foi como o Deus do pacto ao ser circuncidado. A segunda foi como Deus da providência, no momento de dificuldade. E a terceira, como o Deus do pai, quando Abraão, seu pai, estava morto (Gn 21.4; 22.8, 12-13; 26.24). Nós, pais, somos responsáveis em passar para os nossos filhos o conhecimento do verdadeiro Deus, o maior legado que podemos deixar para os nossos filhos. Infelizmente, em muitos lares, os pais tem negligenciado a responsabilidade de criar um ambiente propício para a revelação do verdadeiro Deus na vida dos filhos. Que Deus nos ajude a criar nossos filhos na doutrina e admoestação do Senhor.
2.2. Vencendo as dificuldades
Antes da morte, Abraão entregou a Isaque tudo quanto tinha, fazendo-o, desse modo, o herdeiro da promessa. A partir disso, Isaque passa a desenvolver a sua fé com o verdadeiro Deus e a experimentar as dificuldades junto com a esposa Rebeca. Segundo o relato bíblico, Isaque perde os pais (Gn 23.2; 25.8), enfrenta a esterilidade da esposa (Gn 25.20-21) e a escassez de alimentos (Gn 26.1). Diante dos problemas enfrentados, o patriarca orou incessantemente ao Senhor e, segundo o relato bíblico, por 20 anos (Gn 25.20-21, 26) até a oração ser respondida. A Bíblia diz que Deus ouviu as suas orações e atendeu o seu pedido.
2.3. Isaque e o seu legado
O texto de Hebreus coloca Isaque na galeria dos heróis da fé; considerado como o elo entre seu pai Abraão (o pai da fé) e seu filho Jacó ( aquele que luta com Deus). O texto de Hebreus também nos diz que "pela fé, Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coias futuras"(Hb 11.20). A bênção do patriarca era sagrada e almejada pelos filhos, pois o patriarca invocava a Deus e tudo aquilo que era proferido tinha um poderoso efeito sobre as gerações futuras. Isaque entendeu o que é viver com Deus e desenvolveu uma fé inabalável, sempre confiando na soberania divina.
3. Jacó, transformado em Israel de Deus
A história de Jacó mostra um Deus que age e atua na história. A vida desse patriarca nos deixa uma importante lição: Deus é poderoso para escrever uma história diferente a nosso respeito.
3.1. Uma vida de enganos
Infelizmente em várias etapas de sua vida, Jacó usou de astúcia para conseguir o que queria. Ele era um homem pacífico, que amava a vida do lar, se preocupava com questões espirituais e entendia o valor da primogenitura, porém era pragmático. Por conhecer a história e as promessas que Deus fizera aos seus ancestrais, começou a tramar ardilosamente, tentando colaborar com Deus em seus intentos. Isto é perceptível em Gênesis 25. 29-34, quando compra o direito de primogenitura de seu irmão Esaú, e quando se passa por seu irmão para ser abençoado pelo seu pai (Gn 27).
3.2. Resolvendo as pendências do passado
Em sua rota de fuga para Padã-Arã, Jacó tem um sonho onde Deus lhe assegura a aliança de Abraão, além de proteção pessoal e bênção (Gn 28.10-22). Embora Jacó tivesse preservado a sua vida ao fugir, as consequências foram terríveis, pois nunca mais veria a sua mãe, foi enganado por seu tio Labão e o medo de seu irmão o assombrava. Após vários anos na casa de Labão, Deus ordena que Jacó retorne à terra de seus pais (Gn 31.3).Este retorno incluía encontrar com seu irmão Esaú, que vinha ao seu encontro com 400 homens. Quando Deus ordenar algo, faça com fé sem temer o futuro, pois Ele prepara os caminhos. Gênesis 33.4 nos afirma: "Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram". 
3.3. Uma experiência marcante
Um dos momentos marcantes da história de Jacó foi "Vau de Jaboque", pois revela seu crescimento espiritual. Em Gênesis 32.22-32, encontramos Jacó travando uma luta com o anjo, que, teologicamente falando, foi uma teofania (o ato de Deus aparecer aos homens). Diante deste episódio, Jacó viu que poderia perseverar e vencer sem trapacear. Jacó saiu marcado deste encontro; fisicamente passou a mancar; e espiritualmente nunca mais foi o mesmo. Aqui seu nome muda de "Jacó" para "Israel", passando a ser agora "Príncipe de Deus". Em nosso desenvolvimento espiritual, muitas vezes carregaremos marcas profundas, simbolizando a transformação do nosso caráter.

Conclusão.
Em Abraão aprendemos sobre um Deus que escolhe e capacita pessoas. Em Isaque percebemos um Deus que se revela nos momentos de necessidade. Na vida é perceptível a vontade de Deus em transformar o homem. Através desses três personagens, Deus começa a linda história da nação de Israel.
Questionário.

1. Qual foi um dos momentos mais marcantes da história de Abraão?

2. Qual foi uma das maiores provas de fé de Abraão?

3. Como Abraão é lembrado no Novo  Testamento por Tiago?

4. O que Deus assegurou a Jacó em sonho?

5. O Vau de Jaboque revela sobre Jacó?

AD Madureira Itaperuna - Igreja do Relógio, Avenida Cardoso Moreira 1008, Centro de Itaperuna RJ.

terça-feira, junho 26, 2018

Conheça a nova revista EBD 3° Trimestre


Neste trimestre, considerando o septuagésimo aniversário do estabelecimento de Israel como Estado, estudaremos a história da nação de Israel, desde a chamada de Abraão, passando pelos patriarcas, a escravidão no Egito, a chamada de Moisés para libertar o povo de Deus, a entrega da Lei no Sinai, a entrada na Terra Prometida, os períodos dos juízes e reis, o cativeiro babilônico, o retorno dos judeus para a terra de Judá, o período interbíblico, a vinda do Messias e os eventos escatológicos.

Trata-se de uma excelente oportunidade para cada aluno da Escola Bíblica Dominical se familiarizar com uma visão panorâmica da história e do processo do grande plano redentor de Deus para a humanidade, que passa por Israel.

Não podemos ignorar este assunto, pois o próprio Jesus Cristo disse que “a salvação vem dos judeus” (Jo 4.22) e o apóstolo Paulo reconheceu, no que se refere aos judeus, que “primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas” (Rm 3.2). Que o Espírito Santo nos conduza em tão enriquecedor estudo.

Lição 1 - O Testemunho dos Patriarcas

Lição 2 - A Escravidão dos Hebreus no Egito

Lição 3 - Moisés, um Líder Excelente

Lição 4 - As Dez Pragas: a Justiça  de Deus no Egito

Lição 5 - Páscoa: a Libertação de um povo

Lição 6 - O Deserto: Uma Escola Divina

Lição 7 - O Decálogo: A Aliança no Sinai

Lição 8 - Conquistando a Terra Prometida

Lição 9 - Juízes: Os Altos e Baixos da Nação de Israel

Lição 10 - A Monarquia em Israel

Lição 11 - O Cativeiro Babilônico

Lição 12 - A volta do Exílio e a Preservação do Povo de Israel

Lição 13 - O Messias: O Legado de Israel

Lição 14 - Israel e a Escatologia Bíblica

Venha estudar a Palavra de Deus conosco!
Todos os domingos a partir das 08h30min, na Igreja do Relógio de Itaperuna.
Avenida Cardoso Moreira 1008, Centro de Itaperuna RJ.

sexta-feira, maio 04, 2018

EBD - O temor a Deus e as atitudes coerentes (6 de maio de 2018)

 
06 de maio de 2018, a partir das 08h30min, na Igreja do Relógio de Itaperuna -
 
 
 
Texto Áureo -
“Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia, e Samaria tinham paz e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo”. Atos 9.31

Verdade Aplicada
O temor a Deus deve ser acompanhado da procura em conhecer a Sua vontade e da prática da mesma.

Glossário
Conciliar: Estar em acordo, harmonia;
Retraimento: Recuar; ausentar-se;
Sincretismo: Fusão de diferentes religiões, doutrinas e cultos, cujos elementos permanecem com interpretações próprias.

Textos de Referência.
Salmos 86.11; 128.1; Ec 12.13; 2Co 7.1; 2Pe 2.17
Salmos 86.11
11 Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome.
Sl 128.1
1 Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos.
Ec 12.13
13 De tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem.
2Co 7.1
1 Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.
2Pe 2.17
17 Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai o rei.

Hinos sugeridos.
397, 432, 434

Introdução
Num tempo de banalização do Evangelho e desrespeito, reflitamos à luz da Palavra de Deus sobre este tema tão presente nas Escrituras, porém, muitas vezes compreendido de forma distorcida e equivocada.

1. Temer a Deus: significados e valor.
O que significa temer a Deus? Como conciliar os textos bíblicos que enfatizam a necessidade de a pessoa temer a Deus e o que está exposto em 1João 4.18: “a perfeita caridade lança fora o temor”? Porém, a Palavra de Deus não se contradiz.

1.1. Os significados e diversos sentidos da palavra temor.
Considerando a existência de diversos temas derivados, tanto a partir de palavras no hebraico como no grego, encontrados na Palavra de Deus, é importante estarmos atentos ao contexto no qual se encontram as palavras traduzidas por “temor” ou “temer”. Alguns sentidos de expressões hebraicas, como yãre ou môrã: “ter medo; ter grande temor; ter grande respeito por; medo”. Exemplos do termo usado como “medo” (Gn 32.11; Dt 2.25; Jn 1.10). assim como também há exemplos no Novo Testamento do uso da palavra “temor” no sentido de “medo” (gr. deilia ou phobeo), “covardia ou timidez” (2Tm 1.7) ou “mostrar medo reverente de homens” (Mc 6.20).

1.2. Temer a Deus.
Diferentemente de todo o restante da criação, o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26-27). O Criador o visitava, falava com ele e ambos tinham amizade e comunhão (Gn 1.28; 2.8, 15, 18-20; 3.8). Contudo, a primeira vez que aparece a expressão “temor; medo” na Bíblia é justamente como resultado do pecado e conduz a um medroso retraimento diante de Deus: “Ouvi...temi...escondi-me” (Gn 3.10). Quando se esta em comunhão com Deus, não há medo. O temor que o discípulo de Cristo deve ter em relação a Deus não deve afastá-lo dEle e nem o fazer viver em um constante estado de terror, mas servir de motivação para que produza um viver de acordo com a vontade de Deus.

1.3. A importância de enfatizar este tema.
Vivemos dias desafiadores. A irreverência e o desrespeito têm sido marcas do nosso tempo. Os extremos sempre são perigosos. Muitos dizem que no passado as pessoas tinham “medo” de Deus, por causa dos ensinamentos que receberam e a ênfase quanto ao juízo final e inferno. Contudo, hoje vemos pessoas que tratam Deus como se fosse “um igual”, chamando-O de “cara legal” ou o “lá de cima”. Não podemos confundir o silêncio, a misericórdia e a longanimidade de Deus com igualdade com o homem (Sl 50.21).

2. Os diversos tipos de temor a Deus.
Encontramos na palavra de Deus diversos textos que registram pessoas que, diante de uma manifestação sobrenatural, demonstraram temer a Deus (Êx 9.20; Jn 1.16; Dn 6.26). Contudo, não é suficiente apenas temer a Deus sem considerar outros princípios bíblicos quanto ao nosso relacionamento com Ele.

2.1. Temor interesseiro.
Após o Reino do Norte ser levado cativo pela Assíria, Salmaneser (Rei da Assíria) levou muitos estrangeiros para “habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel” (2Rs 17.6, 23-41). Porém eram pessoas que não temiam ao Senhor e “mandou o Senhor entre eles leões, que mataram a alguns deles”. Era comum a crença, entre os pagãos, em “deuses territoriais”. Assim, aquele povo que passou a habitar em Samaria procurou conhecer “o costume” religioso de adoração (2Rs 17.32-34). Ou seja, temiam a Deus quanto à adoração, mas não O temiam para obedecer aos Seus estatutos e mandamentos.

2.2. Temor utilitário.
Aqueles estrangeiros estavam considerando o temor a Deus como um “amuleto de sorte”. A sociedade brasileira tem sido caracterizada pelo sincretismo religioso e pela superstição, assim como os estrangeiros de Samaria. Quando o assunto é questões religiosas ou espirituais, o que vale é o que dá resultado. Como se o pensamento fosse: “o importante é estar bem com todas as forças espirituais”. Os atenienses chegaram ao ponto de erguer um altar com a inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO (At 17.22-23). Como muitos hoje, tinham um conhecimento com respeito à adoração bastante limitado e distorcido.

2.3. Temor como princípio do saber.
Aprendemos com a Palavra de Deus que não basta sentir medo, respeitar, reconhecer o poder do Senhor e a Sua grandeza. O “temor do Senhor” é o princípio, o começo da sabedoria é o conhecimento (Sl 111.10; Pv 1.7). Não a sabedoria humana e terrena, mas a sabedoria suprema, que é temer e reverenciar a Deus de maneira apropriada (Jó 28.28; Pv 8.13). É o temor que conduz à obediência ao Senhor, a um viver piedoso e correto (Jr 32.40), e que conduz a desviar-se do mal (Pv 16.6). É um temor que produz na pessoa o desejo humilde em aprender mais do Senhor (Pv 15.33).

3. Temor a Deus e atitudes.
É relevante refletir sobre a importância do temor a Deus ser seguido de atitudes coerentes, como encontramos em diversos textos bíblicos, quando o temor a Deus é associado a ações segundo a vontade de Deus, isto é, que agradam a Deus. É o que constataremos neste último tópico.

3.1. Um temor que move à ação.
O patriarca Abraão, quando ia oferecer seu filho Isaque em holocausto por mandado do Senhor, antes de imolá-lo, ouviu Deus lhe falar: “agora sei que temes a Deus” (Gn 22.12). As parteiras no Egito, movidas pelo temor a Deus (Êx 1.17, 20-21), não fizeram conforme a ordem de Faraó e “conservaram os meninos com vida”. O sogro de Moisés, ao lhe sugerir que buscasse homens para ajudá-lo na tarefa de atender ao povo, lhe diz que deviam ser homens não apenas capazes, mas “tementes a Deus” (Êx 18.21), pois, assim, aborreciam a avareza.

3.2. Um temor que conduz a um relacionamento.
Não se trata do temor que nos faz se esconder de Deus como Adão e nem aquele demonstrado pelos estrangeiros em Samaria (interesseiro e utilitário), mas o temor que norteia nossa vida nas questões espirituais e morais. Não o medo aterrorizante e paralisador, mas que nos move a um relacionamento saudável com Deus (Rm 8.5), influenciando nossas atitudes e conduzindo-nos à plena confiança em Deus (Sl 115.11). Justamente por termos um relacionamento com Deus como Nosso Pai, devemos temê-Lo (1Pe 1.17), durante o tempo da nossa caminhada nesta terra como discípulos de Cristo.

3.3. Cornélio, homem temente a Deus.
Acredita-se que Cornélio, o oficial romano, tinha algum conhecimento das Escrituras, conhecia o Deus de Israel e, assim, orava, jejuava, fazia esmolas, tinha bom testemunho dos judeus e era “temente a Deus” (At 10.1-2, 22). O próprio apóstolo Pedro disse que Deus se agrada daquele que, em qualquer nação, O teme (At 10.35). Ele temia, contudo ainda não era salvo (At 11.14). No entanto, Cornélio demonstrou a sinceridade de seu temor a Deus ao se submeter á Palavra de Deus anunciada por Pedro (At 10.33). Temor que resultou em ação, pois proporcionou oportunidade para crer em Jesus Cristo.

Conclusão.
Precisamos, com urgência, reafirmar a doutrina do temor a Deus, pois como vimos, faz a diferença no viver do discípulo de Cristo em sua jornada na terra. Conforme o exposto na Bíblia, o temor a Deus conduz a relacionamento, comprometimento e obediência a Deus (Sl 128.1).

Questionário.
1. Qual texto bíblico registra pela primeira vez a expressão “temor; medo”?
R: Gênesis 3.10.

2. O que os habitantes de Samaria procuraram conhecer?
R: O costume religioso de adoração (2Rs 17.32-34).

3. O que estava escrito no altar erguido pelos atenienses?
R: AO DEUS DESCONHECIDO (At 17.22-23).

4. O que as parteiras no Egito, movidas pelo temor a Deus, fizeram?
R: Conservaram os meninos com vida (Êx 1.17, 20-21).

5. O que o temor de Cornélio lhe proporcionou?
R: Oportunidade para crer em Jesus Cristo (At 10.33).
 
AD Madureira Itaperuna - Igreja do Relógio, Avenida Cardoso Moreira 1008, Centro de Itaperuna RJ.
 

quinta-feira, março 29, 2018

Conheça a revista EBD Betel Dominical 2º Trimestre de 2018



Neste trimestre estudaremos sobre diversos assuntos relacionados ao dia a dia do povo de Deus, os quais são relevantes para o aperfeiçoamento de cada membro do Corpo de Cristo. 

São lições que muito contribuirão para motivar cada discípulo de Cristo à reflexão bíblica, tão necessária nos dias atuais, marcados pelo imediatismo, relativismo, pragmatismo, muitos modismos, distorções e desvios doutrinários, entre outros. Como membros do Corpo de Cristo, somos chamados ao crescimento e aperfeiçoamento, visando a nossa participação na edificação da Igreja para a glória de Deus (Ef 4.12; 2Pe 3.18). Portanto, trata-se de um processo dinâmico até a volta de Jesus Cristo. 

Nenhum membro do Corpo de Cristo está isento de participar na obra do ministério, pois o “aumento do corpo” se dá quando cada parte cumpre a sua responsabilidade (Ef 4.16). Que o Espírito Santo nos conduza neste estudo e nos capacite no enfrentamento dos muitos desafios nesses tempos trabalhosos e difíceis.

sexta-feira, março 02, 2018

EBD - Conteúdo da Lição 9: A purificação da lepra

04 de março de 2018, a partir das 08h30min, na Igreja do Relógio de Itaperuna -



Texto Áureo -
“E tomará a ave viva, e o pau de cedro, e o carmesim, e o hissopo e os molhará com a ave viva no sangue da ave que foi degolada sobre as águas vivas”. Lv 14.6

Verdade Aplicada


Assim como a lepra, o pecado nos tornou imundos diante de Deus, mas Jesus verteu o Seu sangue para nos purificar de todo o pecado.


Glossário
Carmesim: Cor vermelha muito viva;
Invólucro: Aquilo que envolve, cobre ou reveste;
Míldios; Diversas doenças das plantas, que se caracterizam por uma mancha, comumente esbranquiçada, produzida por fungos, que atacam especialmente as videiras.

Textos de Referência.
Levitico 13.19-20; 14.2-3
19 E, em lugar do apostema, vier inchação branca ou empola branca, tirando a vermelho, mostrar-se-á, então, ao sacerdote.
20 E o sacerdote examinará, e eis que, se ela parece mais funda do que a pele, e o seu pelo se tornou branco, o sacerdote o declarará imundo: praga de lepra é; pelo apostema brotou.

2 Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote;
3 E o sacerdote sairá fora do arraial e o sacerdote, examinando, eis que, se a praga da lepra do leproso for sarada.

Hinos sugeridos.
85,431, 440

Introdução
O diagnóstico da lepra seria dado por Arão ou um de seus filhos, que deveriam estar atentos para que no acampamento de Israel e, mais tarde na terra de Canaã, não fosse permitido o convívio social de uma pessoa que tivesse a lepra.

1. A responsabilidade do sacerdote.
Em todas as situações em que houvesse a suspeita da praga da lepra, o exame feito pelo sacerdote era fundamental para a decisão correta. Competia ao sacerdote o diagnóstico e a orientação em relação às pessoas conduzidas a ele (Lv 13.2). A responsabilidade e o conhecimento do sacerdote eram fundamentais para que nenhuma injustiça fosse cometida ou que, por negligência, o mal permanecesse no acampamento.


1.1. A lepra é símbolo do pecado.
A lepra é uma doença que prejudica os nervos e a pele. Ela pode atingir crianças, jovens, adultos, pessoas de qualquer idade e qualquer nível social, cultural ou econômico. Simboliza muito bem o pecado, que deforma a imagem de Deus no homem e atinge todas as pessoas em seus diferentes níveis sociais, conforme registra o apóstolo Paulo: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Rm 3.23).

1.2. O exame do sacerdote.
O exame do sacerdote deveria examinar o leproso e, em caso de alguma dúvida, era necessário mais alguns dias para um novo exame (Lv 13.4-5). Era necessário que o sacerdote tivesse cuidado, vigilância e paciência para com o doente. Nenhum caso deveria ser julgado ou decidido precipitadamente, pois acabaria sendo prejudicial para a pessoa ou para a congregação. O sacerdote deveria ser bem criterioso na sua análise, pois toda a responsabilidade estava sob a sua pessoa.

1.3. A manifestação da lepra.
A lepra podia se manifestar com inchação, pústula (pequeno tumor na pele, que se torna purulento) ou empola branca (bolha causada pelo derramamento de serosidade entre a derme e a epiderme), conforme o texto bíblico de Levítico 13.2. Em outra versão a expressão “empola branca” é traduzida por “mancha lustrosa”, ilustrando muito bem o pecado. Quem olha por fora vê algo lustroso, até bonito, mas o interior está completamente podre, simbolizando muito bem a hipocrisia que a religiosidade apresenta como invólucro, mas no interior nada tem que possa agradar ao Senhor Jesus.

2. A purificação da lepra.
Deus abomina o pecado, porém tem o perdão para os que cometeram tal agravo perante Ele e se arrependem. Deus determinou que o homem fosse afastado do arraial quando possuísse lepra, no entanto proporciona a lei do leproso no dia da sua purificação (Lv 14.1-2), possibilitando o seu retorno ao acampamento de Israel quando estivesse curado. Trata-se de uma figura do que Cristo fez pelos pecadores, permitindo que voltássemos para a presença de Deus.


2.1. O sacerdote examinava o leproso.
Não era o leproso que entrava no arraial para reivindicar a sua condição de retornar ao acampamento, mas o sacerdote que saía do arraial indo examiná-lo, para ver se o que tinha a praga da lepra estava curado. Nada o leproso poderia fazer por si mesmo, mas dependia totalmente do sacerdote para voltar a ter esperança de comunhão no acampamento de Israel. Os israelitas não conheciam a cura para a lepra e sempre dependeriam de um milagre de Deus.

2.2. O sacerdote fazia a purificação do leproso.
O ritual para a purificação do leproso era feito pelo sacerdote (Lv 14.4-5). Eram usadas duas aves limpas, paus de cedro, carmesim, hissopo e, também, era necessário um vaso de barro e águas vivas (água da fonte). O cedro é uma árvore grande e o hissopo uma planta pequena, representando que a purificação alcançará em nossas vidas tanto as coisas mais horríveis que cometemos como as que achamos que não são tão graves.

2.3. O sacerdote declarava limpo o leproso.
Alguns atos depois que o leproso fosse declarado limpo ainda eram necessários que fossem feitos. O sacerdote deveria aspergir o sangue sete vezes sobre a pessoa. Sem o sangue de Jesus Cristo não há purificação de pecado. Deveria lavar os seus vestidos e rapar todo o seu pelo: “E aquele que tem de purificar-se lavará os seus vestidos, e rapará todo o seu pelo, e se lavará com água; assim será limpo; e depois entrará no arraial, porém ficará fora da sua tenda por sete dias.” (Lv 14.8).

3. Lepra nas vestes e nas casas.
Assim como poderia estar no corpo, a lepra poderia estra presente na roupa (Lv 13.47), como também nas casas (Lv 14.34). Traçando um paralelo com os nossos dias, R. K. Harrison afirma que, em todas as áreas da nossa vida, a busca da santidade, sob orientação do Espírito Santo, é obrigatória para o cristão crescer verdadeiramente na plenitude de Jesus Cristo.


3.1. Uma veste contaminada.
A lepra na veste são fungos que podem estar presentes em tecidos. São “mofos ou míldios”, segundo Russel Norman Chaplin. Esses fungos podem provocar reações nos seres humanos se em contato ou mesmo ignorados. Ao sacerdote cabia o exame da roupa e somente ele podia declarar se a roupa estava limpa ou imunda (Lv 13.50-51). Ao tratar das vestimentas, o princípio exposto em todo o livro de Levítico permanece: santidade por parte do povo de Deus. Vemos, assim, que Deus estava atento em cada área da vida do povo de Israel e fazia distinção clara entre o que era limpo e o que era impuro (Lv 13.59). O princípio comum nas Sagradas Escrituras, isto é, Deus usando o físico e material para significar e ensinar o que é moral e espiritual, é bastante presente no livro de Levítico.

3.2. Uma casa contaminada.
A lepra na casa é diferente das situações anteriores, pois já trata de estarem na terra de Canaã (Lv 14.34). Considerando casa como figura de uma congregação, devemos observar algumas situações que podem atingir toda a comunidade; e o sacerdote deve estar atento quanto a qualquer coisa suspeita que possa aparecer. O apóstolo Paulo, em suas cartas às igrejas, também procurava abordar o que não estava de acordo com os mandamentos do Senhor, procurando corrigir e instruir cristãos, como encontramos na epístola aos Gálatas, quando o apóstolo enfatizou o perigo de introduzir a guarda da lei como necessária para a salvação.

3.3. Sangue e azeite no purificado.
No ritual de purificação o sacerdote deveria pegar do sangue do sacrifício da expiação da culpa e colocar na orelha direita, no polegar da mão direita e no dedo do pé direito. Também deveria fazer o mesmo com o azeite (Lv 14.14-15). Esse ato deveria ser feito no dia oitavo. O leproso devia manter-se tranquilo e ver o sacerdote fazer todo o cerimonial que fora ordenado por Deus. O ato de adoração mediante o qual o leproso era declarado limpo era comunitário, pois o leproso, além de não poder se curar, não poderia declarar a si próprio limpo. O próprio Senhor Jesus Cristo, quando purificava os leprosos, ordenava-lhes que fossem ao sacerdote e apresentassem a devida oferta para servir de testemunho (Mt 8.3-4; Lc 17.14).

Conclusão.
Na saída do sacerdote do arraial, o lugar onde o Senhor Deus habitava, para ir em direção ao leproso imundo, vemos o Senhor Jesus Cristo deixando o Seu lugar junto ao Pai, vindo em busca de um pecador chafurdado num mundo corrompido pelo pecado.

Questionário.

1. O que a lepra simboliza?
R: O pecado que deforma a imagem de Deus no homem e atinge todas as pessoas em seus diferentes níveis sociais (Rm 3.23).

2. Como podia se manifestar a lepra?
R: Com inchação, pústula ou empola branca (Lv 13.2).

3. Quem realizava o ritual para a purificação do leproso?
R: O sacerdote (Lv 14.4-5).

4. Além do corpo, onde a lepra poderia estar presente?
R: Na roupa e nas casas (Lv 13.47; Lv 14.34).

5. Ao tratar das vestimentas, qual princípio exposto em todo o livro de Levítico permanece?
R: Santidade por parte do povo de Deus (Lv 13.50-51).

AD Madureira Itaperuna - Igreja do Relógio, Avenida Cardoso Moreira 1008, Centro de Itaperuna RJ.

sábado, fevereiro 24, 2018

EBD - Conteúdo da Lição 8: A consagração do sacerdote

25 de fevereiro de 2018, a partir das 08h30min, na Igreja do Relógio de Itaperuna -



Texto Áureo
“Depois, derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para santificá-lo”. Lv 8.12

Verdade Aplicada
O sacerdócio de Jesus Cristo diante de Deus é a certeza de sempre sermos aceito pelo Senhor.

Glossário
Ilibada: Pura, sem mancha;
Indumentária: Conjunto de roupas que uma pessoa veste;
Novilho: Boi ainda novo; bezerro.

Textos de Referência.
Levítico 8.10, 12; 9.1, 23-24
10 Então Moisés tomou o azeite da unção, e ungiu o tabernáculo e tudo o que havia nele, e o santificou;
12 Depois, derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para santificá-lo.
1 E aconteceu, ao dia oitavo, que Moisés chamou a Arão, e a seus filhos, e aos anciãos de Israel,
23 Então entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; depois saíram e abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo.
24 Porque o fogo saiu de diante do Senhor e consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo todo o povo, jubilaram e caíram sobre as suas faces.

Hinos sugeridos.
56, 139, 176

Introdução
Nos sacrifícios e no sacerdócio temos uma figura do Senhor Jesus Cristo. Ele é o perfeito sacrifício e o perfeito sacerdote. Como sacerdote está diante de Deus para interceder por todos que foram alcançados pelo Seu sacrifício.

1. O sumo sacerdote Arão.
Deus em sua soberana vontade escolheu Arão e seus filhos para exercerem o ministério sacerdotal. Não foi uma escolha por mérito da família de Arão. Por Sua infinita graça, Deus separou uma família para que estivesse perante Ele para interceder pela nação de Israel. O grande privilégio de Arão e seus filhos também trouxe uma grande responsabilidade perante Deus e diante da nação.

1.1. A convocação da assembleia.
Para a realização do ato de consagração dos sacerdotes, Moisés convoca toda a congregação à porta da tenda da congregação (Lv 8.3), como o Senhor lhe ordenara. Todos eles foram lavados com água, símbolo da Palavra de Deus, e depois os vestiu. Uma simbologia perfeita do que acontece com os que hoje são chamados para o serviço do Mestre, pois são purificados pela lavagem da Palavra de Deus e vestidos com as vestes da salvação. Toda a congregação assistiu à cerimônia daqueles que estariam incumbidos do privilégio de responderem pelos interesses mais importantes perante o Senhor (Lv 8.5).

1.2. A unção de Arão.
Moisés ungiu o tabernáculo e em seguida Arão (Lv 8.10, 12). Observemos que Arão foi ungido antes do sacrifício ser realizado. Um tipo do Senhor Jesus Cristo, que foi ungido no início do Seu Ministério (Lc 4.18), e antes de morrer na cruz. Todo israelita precisava de um sacerdote para poder chegar a presença de Deus, assim, em Cristo todo salvo tem a ousadia para chegar diante do Senhor. A unção sobre Arão era a aprovação e confirmação de Deus para que ele tivesse autoridade para exercer o ministério sacerdotal em favor de todos os crentes (Hb 7.21).

1.3. O sacrifício por Arão.
Mesmo sendo escolhido para ser o sumo sacerdote, Arão era pecador e necessário era o sacrifício para que pudesse estar diante de Deus pela nação de Israel: “Então fez chegar o novilho da expiação do pecado; e Arão e seus filhos puseram as suas mãos sobre a cabeça do novilho da expiação do pecado.” (Lv 8.14). Sabemos que pelo pecado do sacerdote era necessário um novilho (Lv 4.4). E para começar o seu ofício, Arão precisou ter os seus pecados expiados. Toda pessoa que queira servir a Deus tem que ter a experiência da regeneração: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo.” (Tt 3.5).

2. A consagração dos filhos de Arão.
Arão e seus filhos separados para o sacerdócio em Israel são figuras de Cristo e Sua Igreja. A responsabilidade de Arão era superior à de seus filhos, mas os filhos de Arão também eram sacerdotes. A Igreja de Cristo é chamada de sacerdócio real (1Pe 2.9). O sacerdócio da Igreja é junto com Cristo, assim como os dos filhos de Arão era com o seu pai.

2.1. As vestes dos filhos de Arão.
Os filhos de Arão também foram vestidos (Lv 8.13), mas não eram vestes iguais a de Arão. Todos aqueles que oficiavam no templo precisavam estar vestidos com as indumentárias corretas que o serviço exigia. Chegar para servir ao Senhor no templo sem as roupas próprias para o serviço desse sacerdote. Podemos também dizer que todos que servem ao Senhor devem se portar adequadamente, isto é, com moral e ética ilibada e sem se descuidar da vida espiritual.

2.2. O sangue nos sacerdotes.
Após o sacrifício do animal. Arão e seus filhos estão juntos. Que bela figura de Jesus se identificando com os Seus após ter morrido e ressuscitado. Após a morte e ressurreição de Jesus, a Igreja pode ser morada de Deus, habitação do Espírito Santo. O sangue foi aplicado em Arão como também em seus filhos. O sangue que foi derramado à base do altar era imprescindível em todo o sacrifício pelo pecado (Lv 8.15). A consagração de Arão junto com seus filhos foi com o sangue do carneiro (Lv 8.23), significando que tudo que é oferecido a Deus ou útil para o serviço a Deus tem como fundamento o sangue do sacrifício.

2.3. O azeite nos sacerdotes.
Após o sacrifício oferecido no altar e o sangue ser colocado sobre Arão e seus filhos (orelha, mão e pé) o sangue e o azeite podem ser espargidos sobre eles. Antes Arão foi ungido sozinho, mas agora ele pode estar junto dos seus filhos. Após Sua morte e ressurreição Jesus pode se identificar com os Seus. Jesus veio para buscar o que se havia perdido e conceder ao homem desfrutar do que Ele sempre gozou junto com o Pai: “E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.” (Jo 17.19).

3. A glória e o fogo do Senhor.
Após a consagração de Arão e seus filhos, Deus faz através de Moisés uma promessa: “porquanto hoje o Senhor vos aparecerá” (Lv 9.4). Tudo o que temos estudado no livro de Levítico até agora se resume muito bem nessa promessa. Deus quer um povo santo para que possa conviver no meio dele.

3.1. Comendo na tenda da congregação.
Arão e seus filhos deveriam ficar sete dias na porta da tenda da congregação. Eram os dias necessários para a consagração deles. Deveriam se alimentar naquele local e fazer tudo o que fora ordenado, pois se assim não fizessem morreriam (Lv 8.35-36). Assim, aprendemos os princípios bíblicos sobre o cuidado, seriedade, zelo e preparo para o exercício do ministério. Os detalhes aqui apresentados não são exigidos hoje para os obreiros da Igreja, porém os princípios permanecem (At 6.1-3; 1Tm 3.1-13; Tt 1.5-9).

3.2. Fogo do Senhor.
Quando tudo é feito conforme deus diz que deve ser feito, então acontece o que encontramos em Levítico 9.24: “o fogo saiu de diante do Senhor e consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar”. Essa foi a confirmação de que Deus aprovou tudo o que fora feito. Ele mesmo acendeu o altar de Israel e agora a responsabilidade dos sacerdotes era manter o fogo aceso. A regra é simples: Deus acende o fogo no altar e aos Seus servos compete mantê-lo aceso. Infelizmente, o altar de Israel se apagou. Deus acendeu o fogo da Igreja no dia do Pentecostes. Como estamos hoje?

3.3. Fogo estranho.
Os filhos de Arão “trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor” (Lv 10.1). Notemos que após Moisés, Arão e seus filhos obedecerem às ordenanças do Senhor contidas nos capítulos 8 e 9, a glória do Senhor se manifestou e o fogo veio da parte do Senhor e todo o povo jubilou (Lv 9.23-24). Porém, quando Nadabe e Abiú não agiram de acordo com as leis de Deus, “saiu fogo de diante do Senhor” (Lv 10.2), e eles morreram.

Conclusão.
Temos em Cristo um Sumo Sacerdote perfeito, que entrou uma vez no santuário celeste com o Seu próprio sacrifício, realizando uma perfeita redenção e outorgando a todos os que creem a ousadia para entrar e permanecer na presença de Deus.

Questionário.

1. Quem Deus escolheu para exercer o ministério sacerdotal?
R: Arão e seus filhos (Lv 8.2).

2. Quem tem autoridade para exercer o ministério sacerdotal em favor de todos os crentes?
R: Jesus (Hb 7.21).

3. O que toda pessoa que queira servir a Deus tem que ter?
R: A experiência da regeneração (Tt 3.5).

4. Como devem se portar todos os que servem ao Senhor?
R: Adequadamente, Isto é, com moral e ética ilibada e sem se descuidar da vida espiritual (Lv 8.13).

5. Qual foi a promessa que Deus fez através de Moisés?
R: “porquanto hoje o Senhor vos aparecerá” (Lv 9.4).

AD Madureira Itaperuna - Igreja do Relógio, Avenida Cardoso Moreira 1008, Centro de Itaperuna RJ.

sexta-feira, fevereiro 16, 2018

EBD - Conteúdo da Lição 7: O altar sempre aceso

18 de fevereiro de 2018, a partir das 08h30min, na Igreja do Relógio de Itaperuna -


Texto Áureo
“O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará”. Lv 6.13

Verdade Aplicada
A vida do salvo deve ser como um altar continuamente aceso, sempre pronto para oferecer sacrifícios a Deus.

Glossário
Cruento: Banhado em sangue; ensanguentado, sangrento; cruel;
Mendicância: Estado ou condição de quem mendiga, de quem vive de esmolas; miséria;
Transcendental: Que excede ou está acima dos limites normais; Muito elevado; sublime, elevado.

Textos de Referência.
Levítico 6.9-10, 12
9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: O holocausto será queimado sobre o altar toda a noite até pela manhã, e o fogo do altar arderá nele.
10 E o sacerdote vestirá a sua veste de linho, e vestirá as calças de linho sobre a sua carne, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto ao altar.
12 O fogo, pois, sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.

Hinos sugeridos.
5, 24, 122

Introdução
O altar sempre aceso significa que tudo deve ser colocado sobre ele. Não pode existir na vida do cristão nada tão valioso que não possa ser colocado sobre o altar para ser queimado em oferta ao Senhor.

1. O altar é lugar de entrega.
A instrução do Senhor para que o altar ficasse sempre aceso caracteriza que tudo ali era colocado era para ser queimado, isto é, para ser entregue a Ele. O altar é uma figura da cruz, onde Jesus passou pelo fogo do juízo divino. O altar é um lugar de entrega de um animal sem defeito e do derramamento de sangue; o lugar onde algo valioso é entregue ao Senhor para ser queimado em adoração a Ele. Esses sacrifícios repetitivos sobre o altar aceso são tipos do sacrifício único feito por Jesus Cristo. 

1.1. Entregar no altar o que tem valor.
A exigência de Deus para que a oferta fosse sem mancha demonstra que devemos trazer apara o altar de Deus o que é melhor, isto é, algo de valor. Ao exigir que Isaque fosse oferecido em sacrifício e não Ismael, Deus exige de Abraão o filho que lhe era mais querido. Todos que desejam agradar a Deus no altar devem aprender com Abraão. Mesmo depois da promessa se cumprir com o nascimento de Isaque, o mais importante é Deus e não Isaque, e se for necessário oferecer Isaque em holocausto, será feito, pois é a vontade do Senhor.

1.2. Altar aceso é a lei do holocausto.
Deus estabelece que o fogo sobre o altar deveria arder durante todo o dia e toda a noite (Lv 6.12). Durante a travessia do deserto o cuidado com o fogo durante a noite deveria ser maior, pois no deserto, à noite, a temperatura diminui bastante e pode fazer com que o fogo venha a se apagar. Em tempo de frieza é mais difícil manter o fogo aceso e a Igreja deve observar este detalhe para que a temperatura espiritual não diminua no meio do povo de Deus. Jesus fala sobre o esfriamento do amor: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” (Mt 24.12).

1.3. No altar Deus cheira o suave cheiro.
O holocausto era uma oferta de cheiro suave ao Senhor e esse bom cheiro hoje é oferecido a Deus por uma Igreja separada deste mundo, consagrada ao Senhor e santificada pelo sangue de Jesus, pela ação da Palavra de Deus e pelo Espírito Santo. Deus nunca ficou sem testemunhas na terra em todas as épocas e hoje também tem os fiéis, que perseveram em meio a todas as adversidades, e estes colocam sobre o altar aceso uma oferta que Deus recebe, uma oferta de cheiro suave (1Rs 19.18).

2. O altar é lugar de adoração.
Deus criou o homem para que O adorasse. Jesus disse que Deus procura verdadeiros adoradores (Jo 4.23). Um leproso ouviu de longe, como ordenava a lei, o Sermão do Monte e a ação da Palavra em seu interior agiu tão forte que ele entendeu que uma lepra não poderia impedi-lo de cumprir o propósito pelo qual fora criado por Deus. Assim, se aproximou de Jesus e O adorou: “E eis que veio um leproso e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.” (Mt 8.2).

2.1. O altar de bronze
Havia o altar de bronze (cobre) que ficava no pátio do tabernáculo (Êx 27.2; 40.6) e o altar de ouro que ficava dentro do santuário (Êx 30.1, 6) e o altar de ouro que ficava dentro do santuário (Êx 30.1, 6). O altar para sacrifício era o de bronze, onde o fogo deveria arder continuamente. Nesse altar de bronze eram oferecidos os sacrifícios cruentos no altar de ouro era queimado o incenso aromático pela manhã e tarde. Em ambos altares o cheiro era agradável a Deus, isto é, Deus aceitava a adoração.

2.2. Uma oferta de fé.
A fé é essencial para a adoração do ofertante no altar. Se aproximar do altar sem fé é apenas formalismo; é procurar encontrar o Senhor Deus e entende-lo pela razão humana. O escritor aos Hebreus, ao fazer menção dos primeiros atos de adoração registrados na história humana (as ofertas oferecidas a Deus por Caim e Abel – Gn 4.1-7), enfatiza que Abel foi movido pela fé (Hb 11.4), diferentemente de Caim. Foi também pela fé que Abraão ofereceu Isaque (Hb 11.17). Não basta apenas ofertar (Hb 11.6).

2.3. Um altar de adoração.
Quando uma oferta é trazida ao altar do Senhor tem também o sentido da adoração. Quando o profeta Elias restaurou o altar de Israel e Deus enviou fogo do céu para consumir a oferta (1Rs 18.38), o povo adorou ao Senhor (1Rs 18.39). O altar da adoração deve estar levantado nas nossas igrejas, nas nossas famílias e nas nossas vidas. Deus é adorado no céu pelos seres que lá habitam e também deve ser adorado por todos aqueles que na terra professam o Seu Santo Nome. A adoração só deve ser dada a Deus. Jesus disse que somente Deus deve ser adorado (Mt 4.10).

3. O altar é lugar de alegria.
A alegria é uma das características do fruto do Espírito (Gl 5.22). Alegria faz parte do caráter dos que se aproximam de Cristo, reconhecendo a obra por Ele realizada. Sua morte e ressurreição nos deu esta alegria por termos comunhão com Deus e pelas gloriosas promessas que estão para se cumprir na vida de todos os que permanecerem fiéis, perseverando até o fim (Mt 24.13).

3.1. Alegria pelo perdão.
O perdão é necessário porque o homem pecou contra Deus. Sendo o pecado uma ofensa à santidade de Deus, somente Ele pode conceder o perdão. O Homem sem Deus procura de muitas maneiras se justificar perante o Senhor, mas nenhuma delas consegue conceder alegria ao homem, pois não lhe dá a certeza de ter alcançado o perdão. Fazer obras meritórias, meditação transcendental, praticar a mendicância e outras formas criadas pelas religiões não tem como conceder a certeza do perdão. Essa alegria só é alcançada quando contemplamos Cristo, que foi sacrificado por nós. Por essa razão, Davi orou pedindo: “Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário”. (Sl 51.12).

3.2. Alegria pela presença de Deus.
O altar é lugar de encontro entre Deus e o homem. O pecador, ao ouvir a voz de Deus, teme e se esconde (Gn 3.10), mas no altar tem uma vítima que toma o lugar do pecador, que muda o medo em alegria (Nm 10.10). O pecador pode entrar pelo átrio da casa do Senhor com alegria: “Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios.” (Sl 96.8).

3.3. Alegria por ser o altar de Deus.
O salmista se alegra por se chegar ao altar de Deus: “Então irei ao altar de Deus, do Deus que é a minha grande alegria, e com harpa te louvarei, ó Deus, Deus meu.” (Sl 43.4). A tradução livre do texto “a minha grande alegria” é “a alegria da minha alegria”, como encontramos nos rodapés de algumas Bíblias. O salmista está dizendo que, quando vai ao altar de Deus, ele encontra uma alegria que alegra a alegria dele.

Conclusão.
Temos de empreender todos os esforços para que o altar esteja aceso continuamente, para que a qualquer momento que dele nos aproximarmos possamos oferecer a nossa oferta de cheiro suave ao Senhor. Seja no calor do dia, ou no frio da noite, que esta chama esteja sempre acesa.

Questionário.
1. O que Jesus disse que Deus procura?
R: Verdadeiros adoradores (Jo 4.23).

2. O que é essencial para a adoração do ofertante no altar?
R: A fé (Hb 11.6).

3. Quando o profeta Elias restaurou o altar de Israel e Deus enviou fogo do céu para consumir a oferta, o que o povo fez?
R: Adorou ao Senhor (1Rs 18.39).

4. Quem Jesus disse que deve ser adorado?
R: Somente Deus (Mt 4.10).

5. O que é a alegria?
R: Uma das características do fruto do Espírito (Gl 5.22).


AD Madureira Itaperuna - Igreja do Relógio, Avenida Cardoso Moreira 1008, Centro de Itaperuna RJ.