segunda-feira, abril 16, 2012

Prioridade

“Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”  (Mateus 6.33)
Há alguns dias estava em grande conflito. São tantas responsabilidades e uma constante sensação de que não há tempo suficiente para cumprir com todas elas. É tão comum ouvir ou dizer “gostaria que o dia tivesse 30 horas”. Será certo ter este sentimento?
Após muita reflexão estou concluindo que, o que nos falta é uma definição correta a respeito de prioridade. É imprescindível ter uma visão clara e objetiva de cada situação e saber o que deve ser feito em primeiro lugar. Dando sempre foco ao mais importante, ao fim de cada dia não haverá grandes tormentos mentais. E o provável é que a organização da rotina nos leve, a curto prazo, a um estado emocional mais leve.
O texto que abre esta reflexão desperta-nos a colocar Deus em primeiro lugar. Acredito que antes de obedecer à Bíblia, precisamos compreendê-la corretamente. Os significados do dicionário para o verbo “buscar” são, entre outros, “andar à procura, tratar de descobrir, pender para”. Sendo assim, colocar Deus em primeiro lugar seria:
1- Andar a procura de Deus. Desenvolver um relacionamento pessoal com Ele, buscando-O em oração, lendo  Palavra e rendendo-Lhe adoração.
2- Tratar de descobrir a vontade de Deus para nossas vidas e então pender-se (inclinar-se) para ela, obedecendo-a. Vontade essa que é revelada no dia a dia desse relacionamento com Deus.
Falar da vontade de Deus é complexo. Há opiniões bem diversas sobre a caminhada ideal de um cristão. A prova são as denominações cristãs se multiplicando por aí. No entanto, a respeito de certo assunto há quase unanimidade: Família. O valor da Família é ensinado em qualquer linha teológica. A família foi a primeira instituição criada por Deus (Gn 2.24). Ela é a prioridade verdadeira do cristão. Deixe-me compartilhar um versículo com você: “Mas se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.” (1 Timóteo 5.8)
O ritmo desde século está cegando o entendimento da humanidade. Temos sido, enlouquecidamente, engajados em tantas coisas! E estamos cada vez mais relaxados quanto aos relacionamentos mais importantes de nossas vidas. Duas situações contribuem muito para o desleixo quanto ao seio familiar: vida ministerial e vida profissional.
Estamos acostumados a confundir buscar Deus em primeiro lugar, com ativismo ministerial. Envolvemos em mil atividades, em nossas igrejas locais, entendendo que estamos fazendo a vontade de Deus. Obviamente, Deus quer nos usar e nossas mãos são bem vindas em Sua obra. Porém, um descontrole tem conduzido muitos de nós a viver em função de responsabilidades eclesiásticas. Alguns praticamente moram dentro das quatro paredes da “igreja”.
Há também muitos cristãos dedicando todo seu tempo e suor em “subir” profissionalmente, ganhar dinheiro, “ser um vencedor” na vida. Estudando, trabalhando, investindo cada vez mais e mais.
Veja bem, é agradável a Deus que coloquemos nossos dons e talentos à disposição de Deus para servir a Ele e ao seu povo. Podemos ser bons profissionais, querer ter uma vida melhor. Mas é preciso sempre expor o coração a um sondar de Deus (Sl 139.1). O problema da torre de Babel foi a motivação das pessoas que iniciaram sua construção: “Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.” (Gn 11.4) Qual é a motivação de nossos esforços?
Seja qual for a resposta, não podemos esquecer das pessoas mais importantes de nossas vidas, as quais foram colocadas ao nosso redor pelo próprio Deus a quem queremos obedecer. Excessivamente ocupados, não conseguimos ser os pais, mães, filhos, avós, primos, tios, irmãos e amigos ideais. Hoje em dia não temos tempo para as pessoas!
Só uma pessoa que possui relacionamentos saudáveis pode ser realmente feliz. E, consequentemente, estudar, trabalhar e servir melhor a Deus. Já uma pessoa vencedora em seu ministério ou profissão, porém, de relacionamentos doentes, vive uma farsa.
Não se deixe enganar. Dê o seu melhor em tudo. Isso é bom. Mas principalmente, dê o seu melhor aos seus. Quando precisar, será com eles que você vai contar. Reserve um pedacinho do seu tempo aos seus amigos, visite seus avós, converse com seus filhos, ajude seus pais, dê carinho ao seu cônjuge. Acredite que mesmo com toda essa correria, isso é possível. Sabe como? Com um coração bem cuidado pela oração, uma mente bem cuidada pela reflexão da Palavra de Deus e um corpo bem cuidado com boa alimentação. Assim, temos todas as condições de dar conta de tudo. De tudo que realmente for importante.
“…aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus.”  (1 Timóteo 5.4)
Carinhosamente em Cristo,
::Por Thais Monteiro Brum
thaisapaixonadaporjesus@yahoo.com.br
thaissmbrum.wordpress