Na sua carta aos romanos, o mesmo apóstolo
sugere a primeira linha de defesa contra a idolatria. “...porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o
glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus
próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se
por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em
semelhança de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis”
(Romanos 1:21-23). Quando deixamos de glorificar a Deus, e esquecemos
de lhe agradecer, tomamos passos perigosos na direção de pensamentos loucos e
até de idolatria.
Encontramos um exemplo dessa tendência no
deserto de Sinai. Sabemos que os israelitas, poucas semanas depois de serem
libertados da escravidão egípcia, caíram na idolatria e adoraram os bezerros de
ouro que Arão lhes fez (Êxodo 32). Mas o problema não começou naquele dia
triste. Durante a jornada do Egito ao monte Sinai, o povo repetidamente se
mostrou ingrato. Murmuraram sobre água (Êxodo 15:24; 17:2-3) e sobre comida
(Êxodo 16:2-3,8-9). Não deram a Deus a devida adoração. Não mostraram a gratidão
apropriada. Dessa maneira, tomaram passos decisivos para a idolatria.
Ingratidão e irreverência se encontram
numa lista de pecados terríveis (2 Timóteo 3:2). Quando deixamos de honrar a
Deus como a fonte de todas as nossas bênçãos (Tiago 1:17), corremos um grande
risco de esquecer totalmente do nosso Criador, Sustentador e
Salvador.
–por
Dennis Allan
